Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Na caverna

Imagem retirada da Internet

 
Vários homens andam de um lado para o outro, as mulheres encontram-se encostadas a um canto, encolhidas, assustadas, algumas já têm os olhos inchados de tanto chorar, outras encontram-se abraçadas ao seu próprio corpo, outras ainda são apanhadas bruscamente por um dos homens robustos que as agarram sem se preocupar se as magoam ou não.
Arrastam-nas consigo para um dos lados da caverna, é escura mas pouco assustadora, a pouca luz existente no seu interior permite-me que observe o que se passa no outro lado…
O homem robusto que arranca as suas próprias roupas expondo o seu membro agarrando bruscamente o corpo delicado daquela mulher que se encontra assustada cujas lágrimas já secaram de tanto chorar…
Dirijo o meu olhar para o lado posto e observo…
Homens que se deixam tocar…
Que possuem as mulheres como se estas fossem suas presas…
Encontrava-me a observar tudo isto, quando nesse preciso momento sinto umas mãos ásperas, grandes, frias tocarem-me no rosto acariciarem-me o cabelo para o puxar no instante a seguir… puxou-o com violência, fez com que soltasse um gemido, um grito de dor… a sua boca aproximava-se cada vez mais da minha, tentava debater-me, tentava desviar-me, escapar… mas sem conseguir nada com isso…
Os seus lábios tocaram nos meus, a sua língua acariciou a minha…
As minhas mãos no seu peito tentavam afasta-lo, mas ele era forte, muito forte, demasiado forte, demasiado másculo… até que de repente se ouviu um silvo de um apito, então o homem afastou-se de mim e todas nós pudemos observar o aproximar de um homem robusto e belo, com o cabelo comprido. Estava de tronco nu e ordenou que nos puséssemos de joelhos.
publicado por Sol de Inverno às 11:31
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

A caminho da floresta - II

 

"Apenas com um pedaço de tecido no corpo comecei a caminhar de encontro à floresta, ia descalça, estava um pouco de vento o que fazia com que o tecido esvoaçasse um pouco…"
[Ver texto completo AQUI]
 
Sentia os meus pés húmidos, olhei e reparei que a vegetação estava coberta por gotículas de água, orvalho talvez… ou então chuva, não sei, o sol encadeia-me e impede-me de olhar com maior pormenor…
Sinto algo tocar-me no ombro, no braço, que vai descendo, pousando de vez a vez, sinto o bater de algo, olho…
… e já só consigo ver o esvoaçar de uma borboleta, de asas grandes de tons laranja cor de fogo, amarelo cor de limão, pintada de violeta, colorida de tons arco-íris… estendo o braço com a esperança que ela volte a tocar na minha pele, mas ela esvoaça, voa cada vez mais alto, tento segui-la…
…mas ela voa e voa e não consigo…
Insisto…
…corro mais um pouco, mas ela já está para lá da linha do horizonte, voou para lá do que eu poderia ir…
…voou para um local desconhecido, longe ou talvez perto…talvez volte…
[De repente, tudo anda à roda, o azul do céu parece rosa, o castanho e o verde da vegetação confundem-se ganham uma nova cor, as árvores mexem, viram e reviram, os troncos ganham elasticidade parecem vir em meu encontro, em busca do meu corpo…
Assustada e confusa corro, corro em direcção a algo perdido, a algo desconhecido, a algo sem fim, corro, corro…
No minuto a seguir tudo parece andar à minha volta, tudo gira, tudo roda, olho e olho, olho não sei para onde, não sei o que vejo, já nem sei o que sinto…
Sinto as minhas pernas bambas, sem forças, a cabeça pesada, os olhos cansados que parecem querer fechar a qualquer instante…
A luz do sol esvaísse, confunde-se com a luz da noite com a luz do dia com a luz do entardecer, do amanhecer, o tecido que cobre o meu corpo escorrega, descai, desliza entre as curvas entre as linhas do meu corpo… redesenha-me… mostra a minha nudez, a nudez da minha pele, do meu corpo, mostra cada pedaço, cada centímetro, cada milímetro de mim…]*   
 
PS: Uma vez que surgiu uma critica CONSTRUTIVA, decidi modificar o texto, até porque o texto não se encontrava totalmente do meu agrado, não sei, parecia que morria no fim, e para comprovar isso vou deixar aqui o outro final para que todos possam comprava-lo:
“Tento andar mais um pouco, mas sinto-me fraca, muito fraca, cada vez mais fraca, o tecido que cobre e esconde a nudez do meu corpo vai descaindo aos poucos, deslizando ao longo das costas, caindo levemente na cintura, redesenhando ao longo do tempo, todas as linhas possíveis e imaginarias existentes no meu corpo…”
* Texto editado às 19h10m
publicado por Sol de Inverno às 10:29
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